Firjan SENAI e Anima Mundi premiam curta vencedor da Maratona Animada 2018 | Cursos SENAI RIO

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O curta “Inteligência Emocional”, da equipe Bugbite, foi o vencedor da 4ª Maratona Animada da Firjan SENAI, uma competição de criação de curtas de animação, parte do Anima Mundi. A produção foi exibida na cerimônia de premiação e encerramento do festival, no último domingo (29/07). O primeiro colocado ganhou ainda R$ 5 mil e bolsas de estudos na Firjan SENAI.

Os participantes desenvolveram seus projetos do zero, em sete dias, a partir do tema “indústria inteligente”, divulgado em 16 de julho. As obras precisavam conter, ainda, um elemento surpresa, que este ano foi uma chave. As criações foram analisadas por jurados indicados pelo Anima Mundi e pela Firjan SENAI, que patrocinou o evento.

“A Maratona Animada é mais uma ação nossa para ajudar a desenvolver o setor de audiovisual, que tem o Rio como seu berço industrial, com 20% da representatividade das empresas nacionais aqui instaladas”, afirma Ana Carla Torres, coordenadora de Desenvolvimento dos Setores de Consumo da Firjan.

Três finalistas

Vencedor da competição, o curta “Inteligência Emocional” buscou, segundo Adriano Borges, líder da equipe Bugbite, representar a indústria de forma mais humana, suscetível a erros, acertos e paixões: “A principal referência que tivemos foi Tempos Modernos, de Chaplin, que mostra como a revolução industrial impactou a vida dos trabalhadores e da sociedade. Nós queríamos mostrar como as máquinas, hoje, impactam as pessoas e também o contrário, como nós as impactaríamos, por serem inteligentes”.

Por sua vez, a produção “Coffee Break”, que conquistou a segunda colocação, mostrou como a tecnologia facilita a vida das pessoas no dia a dia, mas, ao mesmo tempo, sua total dependência não é recomendada. “No curta, mostramos que se houver alguma falha nas máquinas e 100% de dependência, nossa vida e trabalho são interrompidos totalmente”, explicou Fernando Junior, líder da equipe.

Em terceiro lugar, ficou o projeto “A Fenda”, da Animatic. Segundo Giulia Neves, líder do grupo, a ideia surgiu a partir da percepção de que as máquinas estão cada vez mais presentes no ambiente laboral, mas que para seu pleno funcionamento, o ser humano continua sendo essencial, não é descartável.

“Para retratar esse conceito, optamos por uma animação feita do modo tradicional, com tudo desenhado à mão. Em relação à paleta de cores, optamos por tons frios para dar um ar mais futurista, reservando uma cor mais quente apenas para o zelador, o personagem humano, para mostrar que ele tem vida”, detalhou Giulia.

Vencedores foram anunciados na cerimônia de encerramento do Festival Anima Mundi
Fotos: Fabiano Veneza