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A vizinhança com o campo de futebol do Estádio do Trabalhador, no bairro Jalisco, em Resende, inspirou um grupo de alunos do curso de técnico de Eletromecânica da Firjan SENAI local a criar um projeto de irrigação que capta água de chuva, com bombeamento acionado por energia solar e controles por telefone celular. Além do baixo custo de implantação, o Sistema de Irrigação inteligente e Autossuficiente (SIIAS) dispensa o uso de água potável em áreas de agricultura familiar, e é um dos seis projetos integradores de fim de curso selecionados para participar da Mostra Nacional INOVA 2023, no segundo semestre, em Brasília.

Alessandro de Carvalho Guimarães, coordenador de Educação Profissional da Firjan SENAI Resende, destaca o quanto o SIIAS contribui para a sustentabilidade: “O SIIAS preconiza a importância da captação da água da chuva como uma alternativa para a irrigação do plantio de forma inovadora, econômica e adaptável, além de enaltecer a cultura sustentável. Esse projeto permitirá evitar o desperdício dos mananciais naturais”, comentou Guimarães.

Os estudos do grupo apontaram que o armazenamento da água de chuva em cisternas de dez mil litros reduz os riscos de alagamento em épocas de temporais, pois não sobrecarrega as redes pluviais. A energia solar, captada por placas fotovoltaicas, faz o bombeamento da água da cisterna para a área de irrigação. Em caso de estiagem ou de pouca reserva de energia solar, o sistema é ligado às redes administradas pelas concessionárias de eletricidade e água.​

“Sempre pode acontecer, porém é raro um período longo de tempo encoberto ou sem pancadas de chuva. Mesmo com eventual uso das redes de serviço, a economia para quem tiver o sistema chegará, em média, a 60% a 70% dos gastos com água, compensando rapidamente os custos de implantação, que hoje estariam em torno de R$ 7 mil no caso da instalação para áreas de 180m² a 200 m²”, diz Alex Sandro Alves da Costa, que trabalha como oficial de manutenção na Firjan SENAI, e integrou o grupo de alunos. ​

Das salas de aula da escola Firjan SENAI, o grupo observava quando funcionários do Estádio do Trabalhador molhavam o gramado com mangueiras. “É um método antiquado e que gasta muita água. Foi quando imaginamos o reuso da água pelo SIIAS para irrigação de hortas e lavouras ou até na lavagem de áreas prediais. Cada cisterna é coberta por uma gama de redes que fazem a filtragem da água para diferentes utilizações, exceto consumo humano”, explica Alex Sandro da Costa. ​

De janeiro a abril, os seis projetos entram em fase de pré-aceleração, contando com consultoria para ajudar o aprimoramento das propostas. O objetivo do Inova é promover o empreendedorismo, a criatividade e a cultura de inovação por meio do desenvolvimento de negócios inovadores desde a concepção, planejamento, execução até a apresentação e negociação com possíveis investidores. Os projetos buscam integrar escola, empresas e alunos, trazendo propostas de soluções para desafios reais da indústria. ​