Alunos da Firjan SENAI criam soluções para indústrias e cidades | Cursos SENAI RIO

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Uma maratona que desperta a criatividade de equipes formadas por alunos de diferentes cursos da Firjan SENAI, voltada para resolver demandas que impactam a indústria e a sociedade. Esse é o propósito do Grand Prix SENAI de Ideias, que promove a cultura da inovação e aproxima os alunos do mundo do trabalho. Durante três dias eles têm oficinas e palestras de Design Thinking, Pitch e Canvas numa maratona de inovação aberta.

O programa, que já percorreu as unidades de Nova Friburgo e Barra Mansa, tem a expectativa de chegar a toda rede. Cada unidade participou com 25 alunos, que foram divididos em grupos de cinco integrantes. O próximo está previsto para o mês de novembro, em Resende.

Times multidisciplinares trabalham durante um período de 24 horas desenvolvendo soluções, protótipos e projetos inovadores que atendam os desafios lançados. “O Grand Prix está totalmente alinhado à Metodologia SENAI de Educação Profissional. Pensamos o aluno como profissional e como ser social, que analisa o contexto em que vive e age ativamente propondo soluções”, explica Bernardo Palma, analista de Educação da Firjan SENAI.

Cada desafio buscou atender um dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS), criados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para minimizar questões que impactam o equilíbrio do planeta. Os alunos dos grupos que ficaram em primeiro lugar ganharam um curso de aperfeiçoamento em EAD com foco na Indústria 4.0.

Saneamento básico em foco

Entre as demandas apresentadas em Barra Mansa, três se destacaram: melhoria na gestão de água e saneamento, aumento da eficiência energética das indústrias e redução do desperdício de alimentos. Para Edison Wander Gusmão, coordenador operacional de Educação Profissional da unidade, os alunos dos cursos de Auxiliar de Operações em Logística e Mecânica de Usinagem saíram transformados: “Eles trabalharam com recursos reais, pesquisaram muito e colocaram em prática o que aprenderam nas aulas, observando que podem impactar positivamente a cidade”.

O primeiro lugar foi para o Sistema Único de Contenção (SUC), uma rede, feita de chapa expandida de aço, para ser instalada em pontes onde passam os rios que desaguam no Paraíba do Sul. A ideia é coletar o máximo de resíduos para reciclá-los, evitando também enchentes que assolaram a cidade este ano. “Unir alunos dos dois cursos foi muito importante, porque aprendemos um com o outro. Foi gratificante trabalhar em prol de um objetivo que conhecemos para evitar tragédias”, conta Karen Cristina Teixeira, aluna do curso Auxiliar de Operações em Logística e integrante do grupo vencedor.

Logística reversa e não às queimadas

Já em Nova Friburgo, que sofre todos os anos com queimadas, um dos problemas identificados foi como combatê-las, revertendo a degradação da terra e a perda da biodiversidade. Participaram alunos dos cursos técnicos em Mecânica, Automação, Administração e Mecatrônica. O grupo vencedor desenvolveu o sistema Irrigação de Combate, que implementa tubulações subterrâneas em pontos estratégicos para pulverizar água e conter rapidamente as chamas. A estratégia permite o deslocamento seguro dos combatentes para acessar as labaredas com mangueiras acopladas a pontos específicos.

Além do combate às queimadas, o segundo desafio proposto foi aplicar a logística reversa nas indústrias do setor Metalmecânico, tornando os rejeitos como matérias-primas secundárias. O Dis.Co, dispositivo de combate ao fogo feito com liga metálica Zamac (zinco, alumínio, magnésio e cobre), conquistou o primeiro lugar. A composição do material facilita sua reciclagem, fazendo com que 95% do dispositivo sejam reaproveitáveis. “Integramos em uma só solução os dois desafios: combate ao fogo e logística reversa. O ponto de fusão do Zamac é muito próximo ao calor de uma labareda. Com isso, a chama conseguiria derreter a esfera de Zamac, liberando CO2 para apagar o fogo e cal para equilibrar o PH do solo”, explica Gustavo Xavier, aluno de Mecatrônica e participante do grupo.

Para Gil Mairon da Silva, coordenador de Educação Profissional da unidade, o Grand Prix é uma ferramenta importante para despertar o empreendedorismo dos alunos. “Para pensar inovações é importante ter visões diferentes. Essa premissa norteou o trabalho, desde a formação das equipes até a banca. O mundo profissional trabalha dessa forma. A avaliação passou por olhares múltiplos: empresarial, poder público, de educação e inovação”, destacou Silva.